O bairro Renascença, situado na região
Nordeste da capital, surgiu nos anos 30,
quando a fábrica têxtil de
mesmo nome foi aberta.
Inicialmente ocupado por operários,
surgiu como opção de moradia
para os mesmos.
A Companhia Renascença Industrial
foi responsável àquela época
por todo investimento efetuado no bairro,
inclusive no que se refere ao lazer, já
que construiu dentro dos seus limites um
campo de futebol e depois um clube, abrindo-os
posteriormente para usufruto da comunidade.
Desde o início o bairro foi ocupado
predominantemente por pessoas do interior
do Estado, originando assim um bairro com
rotina interiorana.
Os apitos da fábrica comandavam
o dia a dia dos operários e também
dos moradores. Famílias inteiras
eram empregadas da fábrica.
Em 1940 a fábrica chegou a ter cerca
de 1.100 funcionários.
Foi no bairro Renascença, nas festas
e desfiles promovidos pela Companhia, que
o talento da tecelã Clara Nunes foi
revelado.
A produção de viscose, mussseline,
fustão e flanela, principais produtos
da empresa, não suportaram os avanços
tecnológicos e a concorrência
com produtos importados, fazendo com que
a mesma fechasse suas portas em 1996, deixando
inúmeras pessoas desempregadas e
uma grande incerteza para o bairro.